Pandemia atrasa obras de aeroportos em Serra Talhada, Caruaru e Fernando de Noronha, mas privatização avança

Projetos dos aeródromos sofreram alterações, segundo o governo do Estado, que avalia dois estudos técnicos para concessão à iniciativa privada dos terminais do interior e de Fernando de Noronha.

13 de agosto de 2020

Foto: Reprodução

A pandemia da covid-19 foi mais um fator a adiar a liberação para voos comerciais dos aeródromos estaduais Oscar Laranjeiras, em Caruaru (Agreste), e Santa Magalhães, em Serra Talhada (Sertão). Este último, aliás, deveria estar operando desde o mês passado, segundo cronograma atualizado em novembro de 2019.

O atraso nas obras, que já se arrastavam há mais de um ano antes mesmo da emergência sanitária, impede a operação de companhias que já demonstraram interesse em estabelecer ligações para esses municípios a partir do Recife.

É o caso da Azul, que mantém um hub na capital pernambucana e ontem lançou oficialmente uma nova empresa de aviação sub-regional, a Azul Conecta, com o objetivo justamente de voar para cidades menores com aviões Cesna Gran Caravan para cargas e até nove passageiros.

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos (Seinfra), os projetos dos dois terminais do interior, assim como as melhorias do Aeroporto Governador Carlos Wilson, na ilha de Fernando de Noronha, “sofreram alterações e estão sendo acompanhados de perto”.

No aeródromo de Serra Talhada, diz a secretaria via nota, está em andamento o projeto de engenharia necessário para a contratação das obras de restruturação, divididas em duas etapas. A primeira contempla a adequação da faixa lateral da pista, o sistema de drenagem e a cerca, com previsão de finalização ainda para este mês. Só então, o projeto será enviado para validação da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC). “Com a aprovação do órgão federal, a Seinfra poderá lançar o edital para viabilizar a contratação das obras, que são fundamentais para que o terminal possa receber os voos comerciais”, afirma a nota.

Há, ainda, ações de ampliação da estrutura para criação de um novo terminal de passageiros, seção contraincêndio e pátio de estacionamento de aeronaves. Neste caso, a estimativa de conclusão é para o fim deste ano, também com a posterior submissão à SAC. Segundo a Seinfra, os recursos, no valor de R$ 20 milhões, estão garantidos.

Já em Caruaru, ainda não há previsão para o término das adequações necessárias à operação comercial, embora também haja avanços nos projetos, conforme a Seinfra. “Foi concluído e encaminhado para certificação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindact) o Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromos (PBZPA). O plano é estratégico para garantir a segurança das operações aeroportuárias, porque identifica previamente possíveis obstáculos com potencial de interferir na segurança de voo das aeronaves”, detalha a nota.

A Seinfra ainda diz atuar na aquisição da estação meteorológica (EMS-A), que envia, em tempo real, as informações climáticas para que o piloto possa decolar e pousar em segurança. Essa etapa, no entanto, não contou com nenhum avanço desde novembro de 2019, quando a covid-19 ainda não pairava entre nós.

Info: JC

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