Aeroporto de Fortaleza terá, em média, 31 voos diários em julho

São 12 a mais do que a média de junho. Voos internacionais devem voltar a partir de outubro. Veja os novos protocolos de viagem

10 de julho de 2020

Foto: reprodução

Aeroporto Internacional de Fortaleza terá neste mês uma média de 31 voos diários, segundo a administradora Fraport-Brasil. São 12 a mais do que a média do mês anterior (19), mas ainda bem distante da malha aérea que se tinha em julho de 2019, quando se operava, em média, 182 voos diários, entre pousos e decolagens.

A pandemia afetou drasticamente as operações aéreas no mundo. No Brasil, a quantidade de voos domésticos reduziu em mais de 90% e as operações internacionais foram quase totalmente suspensas. Em Fortaleza, atualmente, apenas é possível fazer voos diretos para Manaus (AM), Recife (PE), Campinas (SP), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e Guarulhos (SP).

Os voos internacionais seguem suspensos, mas as aéreas já estão programando o retorno das operações para ainda neste ano. A Air France, por exemplo, anunciou para 14 de outubro a volta das três frequências semanais para França a partir de Fortaleza.

A rota Fortaleza-Holanda, que operava três vezes por semana pela KLM, ainda está em estudo. A companhia, que junto com a Air France possuem um hub na capital cearense, informa, no entanto, que possui outras opções de voos a partir de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. É a aérea que mais está fazendo ligações entre Brasil e Europa, com 19 voos por semana.

Já a Air Europa retoma os voos diretos de Fortaleza para Madri, na Espanha, em 1º de novembro. Inicialmente, duas das três frequências semanais serão reativadas. O gerente geral da Air Europa no Brasil, Gonzalo Romero, diz que o aumento no fluxo de voos está sujeito à demanda, à situação da Covid-19 e à abertura de fronteiras. “Agora, em julho, a Air Europa opera com voos ligando São Paulo a Madrid. Em setembro, volta com voos ligando Salvador a Madrid e em novembro, além de Fortaleza, retorna com duas frequências em Recife”.

No mercado internacional, a Latam informou que está operando neste mês as rotas feitas a partir de São Paulo, dentre outros destinos, para Madri, Frankfurt, Londres e Miami. Especificamente em Fortaleza, a companhia está fazendo apenas voos domésticos, com destinos a São Paulo e Brasília.

A Azul, que fazia voo direto de Fortaleza para Caiena, diz que esta base continua sem previsão de retorno. Já os voos domésticos, que eram 11 por dia, foram reduzidos a duas ou três operações diárias de Fortaleza para Campinas e Recife. Mas a previsão é retomar 80% da malha pré-pandemia até o fim do ano. “Essa previsão depende da retomada da economia e da resposta da demanda”.

A Gol retoma os voos internacionais a partir de setembro, mas ainda sem previsão para o Aeroporto de Fortaleza. Já os voos domésticos saindo da capital cearense devem acontecer em julho para os seguintes destinos: Belém, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus, Recife, Salvador e Teresina. “A malha da companhia é dinâmica e constantemente revisada para melhor atender seus clientes e aos movimentos do próprio mercado”, informou a companhia.

Já a TAP afirmou que pretende retomar as operações de Fortaleza para Portugal tão logo as autoridades governamentais da União Europeia, o governo de Portugal e o governo brasileiro, que restringiram o acesso de estrangeiros, permitam. Mas ainda não há prazos.

Para o mestre em economia, Gregório Matias, o turismo, dentre os setores econômicos, deve ser um dos últimos a estabilizar. Primeiro porque a flexibilização das restrições nas fronteiras só vai aumentar na medida em que caírem de forma consistente os números de casos de Covid-19, o que não é a realidade brasileira. Tampouco há confiança das pessoas em viajar sem vacina e diante da perda do poder aquisitivo por grande parte da população.

“Ainda que tivesse uma vacina ou um nível de imunização elevado, as pessoas teriam condições financeiras de viajar? Esta é uma crise que as pessoas vão sair muito machucadas, mais pobres e com mudança de vários hábitos, e a viagem não é um lazer exatamente barato. Então, acredito que a retomada será lenta e muito atrelada a esses fatores”.

FONTE: OPOVO ONLINE

 

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