Haddad não descarta aliança com Flávio Dino para eleições de 2022

O petista fez uma avaliação sobre o governo Bolsonaro, das incertezas internas dentro da cúpula do PT e voltou a falar em frente ampla "a favor da democracia". 

7 de julho de 2020

Foto: Reprodução

O ex-presidenciável Fernando Haddad (PT), não descartou uma aliança com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), para as eleições de 2022.

Em participação na noite desta segunda-feira (06/07) no programa Roda Viva, o petista fez uma avaliação sobre o governo Bolsonaro, das incertezas internas dentro da cúpula do PT e voltou a falar em frente ampla “a favor da democracia”.

Dentre as possibilidades de frente ampla está uma união com Flávio Dino, visto como nome certo do PCdoB como candidado à presidência no próximo pleito. Perguntado sobre as chances de união, Haddad falou que não vê problema do Partido Comunista do Brasil lançar candidato, porém, se existirem propostas de governo diferentes, teria que lançar dois nomes de esquerda, em chapas separadas, para que se houvesse debate em primeiro turno.

“Acho que o PCdoB tem todo direito de lançar candidato para presidente. Qual o problema disso? Acho que o primeiro turno serve exatamente para isso. Se tem uma proposta diferente que justifique o lançamento de um candidato, tem que lançar dois”, disse sobre a propabilidade de Dino candidato e ele como vice.

Porém, ao ser questionado novamente se a resposta dele seria sim ou não para uma chapa com Dino, Haddad refutou ao falar “não sei”.

Projetos diferentes dentro de frente ampla

O pestista concordou que para a criação de uma frente ampla para derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro nas próximas eleições teria que se unir a nomes com projetos diferentes para o Brasil, mas que a democracia esteja dentro do pressuposto.

Haddad também disse que o principal objetivo é que não se repita o cenário de resultado das eleições de 2018.

“Toda minha dedicação tem sido em criar um ambiente em que não se repita o cenário de 2018. É claro que não temos o mesmo projeto para o Brasil. Mas todos pressupõe a democracia. Se nós tivermos consciência disso, de que todos os nossos projetos pressupõe a democracia, nós vamos derrotar esse risco”, disse.

“O Brasil com Bolsonaro sofre muitos riscos. O país perdeu a eleição em 2018 ao eleger uma pessoa sem nenhum compromisso com a democracia e com a gestão pública. Durante a pandemia nós temos a pior gestão de crise do Planeta”, finalizou.

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