“Monstro genocida”, diz Ciro sobre Bolsonaro pedir que apoiadores entrem em hospitais

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro fez um pedido à população: que entrem em hospitais públicos e/ou de campanha e filmem leitos destinados à COVID-19.

12 de junho de 2020

Foto: Reprodução

A fala do presidente Jair Bolsonaro recomendando que seus apoiadores entrem em hospitais e centros de saúde para filmar e assim vistoriar se os leitos de UTI estão vazios ou não, repercutiu de forma negativa em diferentes lideranças políticas.

Para o ex-presidenciável Ciro Gomes, a atitude do presidente da República demonstra uma ação “genocida” e, em sua visão, Bolsonaro precisa “ser impedido”.

“Monstro genocida! Que a comunidade médica e todo brasileiro e brasileira se levante contra mais essa atrocidade! Bolsonaro tem que, mais que nunca, ser impedido!”, compartilhou Ciro em suas redes sociais.

O partido a qual Ciro é filiado, o Partido Democrático Trabalhista, PDT, também fez críticas a Bolsonaro e voltou a pedir seu impeachment, alegando que o presidente é “um criminoso”.

“O PDT sabe bem que Bolsonaro é criminoso, por isso fomos o primeiro partido a entrar com o pedido de impeachment. Continuaremos unidos e resistindo para vencer essa batalha!”, afirmou a legenda.

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro fez um pedido à população: que entrem em hospitais públicos e/ou de campanha e filmem leitos destinados à COVID-19, para saber se estão vazios, ou não. A ‘invasão’ recomendada por Bolsonaro é para que imagens sejam produzidas e repassadas em seguida como ‘provas’ à Polícia Federal. 

Bolsonaro disse que todas as imagens que são enviadas como ‘denúncias’ para as suas redes sociais são analisadas e enviadas para a Polícia Federal ou para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A recomendação dada pelo presidente é que a população ‘arranje um jeito de entrar e filmar’ hospitais públicos.

“Tem hospitais de campanha perto de você, tem um hospital público, né? Arranja uma maneira de entrar e filmar”. 

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