Eclipse solar do dia 14 de outubro vai ser visto em todo o Nordeste

Alguns estados, principalmente os do Nordeste, terão maior parte da cobertura do sol visível, especialmente na Paraíba e Rio Grande do Norte.

10 de outubro de 2023

Reprodução

No próximo sábado (14), acontecerá o fenômeno cósmico do eclipse solar anular, que, diferente da sua última ocorrência em junho de 2021, será visível no Brasil. Alguns estados, principalmente os do Nordeste, terão maior parte da cobertura do sol visível, especialmente na Paraíba e Rio Grande do Norte.

O eclipse solar anular ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas não cobre completamente o disco solar. Em vez disso, se forma um anel de fogo ao redor da Lua, deixando apenas uma pequena parte do Sol visível. Esse fenômeno é resultado da órbita elíptica da Lua, ou seja, o movimento levemente oval, que faz com que ela esteja mais distante da Terra em alguns pontos de sua trajetória.

No Brasil, o fenômeno será visível durante a tarde, com as capitais Natal, no Rio Grande do Norte, e João Pessoa, na Paraíba, sendo as únicas cidades no caminho da anularidade, enquanto as demais cidades terão vista parcial do eclipse com cobertura do sol indo de 71% em Salvador a 87% em Teresina. Outras regiões terão uma visão parcial do eclipse e uma cobertura menor da lua pelo sol.

“Os eclipses solares ocorrem numa definida pelo deslocamento da sombra da Lua sobre a superfície da Terra. Somente as localidades em que a sombra passar, verão o eclipse em sua totalidade. As regiões próximas a essa faixa descrita pela sombra da Lua, terão um eclipse parcial”, explicou o professor-coordenador do Observatório Astronômico Genival Leite Lima da Secretaria de Educação de Alagoas, Adriano Aubert.

O eclipse solar é resultado do alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra, como explica o professor de geografia do Centro de Ciências e Tecnologia da Educação da Seduc, Bruno Bianchi. “Considerando que a órbita da Lua é inclinada cerca de 5° em relação à órbita da Terra, o eclipse solar só ocorre quando há interseção entre os planos de suas órbitas. Essa interseção é chamada de linha dos nodos, e por essa condição, o eclipse solar não ocorre a cada lua nova”.

O professor ainda contou que os eclipses projetam duas regiões de sombra bem pontuais na Terra. A umbra, que oculta totalmente o Sol e não recebe luz, causando o eclipse total, e a penumbra, que é a região de transição entre a sombra e a luz, cobrindo parcialmente o Sol e causando um eclipse parcial. A umbra nunca ultrapassa os 270 km de largura, tornando a totalidade do eclipse bem restrita a uma região do planeta.

“No caso do eclipse de 14 de outubro, como a Lua está em um ponto da órbita mais afastada da Terra (apogeu), seu diâmetro aparente será menor que o do Sol, gerando uma visão de anel. Nesta condição, chama-se eclipse solar anular, diferente do eclipse total do Sol quando a Lua cobre totalmente o disco solar”, completou Bianchi.

Info: Agência Tatu

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