Registros de Maciel de Carvalho foram cancelados pela Receita Federal em outra operação à qual responde. Veja quem é o homem que se apresenta como influencer e instrutor de tiro.

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O principal alvo da operação que atingiu Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o influenciador e empresário Maciel Alves de Carvalho chegou a ter 10 registros de CPF. Maciel Carvalho foi preso na manhã desta quinta-feira (24), em Brasília.
Alguns documentos de Maciel apresentavam pequenas alterações nos nomes, outros na data de nascimento. A informação consta em outro inquérito ao qual Maciel responde, aberto após uma tentativa de fraude na sua carteira de motorista para esconder antecedentes criminais (saiba mais abaixo).
Para obter novos registros, Maciel fazia pequenas alterações no próprio nome, na data de nascimento e no nome da mãe. Foi identificado, ainda, um cadastro usando o nome de seu filho.
A Polícia Civil do Distrito Federal também identificou que o investigado tentou emitir um segundo RG. A tentativa foi frustrada porque foi localizado no banco de dados uma identidade já emitida para aquela biometria. Para os investigadores, o objetivo era passar “falsa credibilidade à sociedade”.
“Desde o ano de 2016, Maciel Alves de Carvalho vem utilizando documentos falsos (RGs e CPFs) em diversos órgãos do Distrito Federal e do restante do país, inclusive junto à Polícia Civil do Distrito Federal, Cartórios, DETRAN, dentre outros, a fim de ocultar seus extensos antecedentes criminais e passar falsa credibilidade à sociedade, para possuir, portar e comercializar arma de fogo via redes sociais e loja física (em nome de pessoa interposta), bem como promover cursos e treinamentos com armas curtas e armas longas, de uso permitido e restrito”, diz trecho do inquérito policial, ao qual o g1teve acesso.
Nessas investigações, o influencer foi indiciado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e comércio ilegal de arma de fogo. A defesa de Maciel Alves de Carvalho afirmou que “a narrativa da autoridade não condiz com a verdade, e será esclarecido perante a autoridade competente”.
Info: G1