A manutenção da linha de transmissão está conforme as 'normas técnicas', diz Chesf.

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O apagão que afetou 25 estados e o Distrito Federal na terça-feira (15) ocorreu após o desligamento de uma linha de transmissão por “atuação indevida do sistema de proteção”, em Quixadá, no interior do Ceará. Segundo a Companhia Hidro Elétrica de São Francisco (Chesf), a “atuação indevida” ocorreu “milissegundos” antes do desligamento da linha Quixadá II/Fortaleza II às 8h31.
O apagão atingiu cerca de 29 milhões de unidades consumidoras, como residências, comércios, escolas e hospitais.
A linha na cidade de Quixadá tem tensão de fornecimento de 500 KV, suficiente para abastecer cerca de 3,1 milhões de pessoas. Ela se estende por 410 quilômetros ligadas diretamente a subestações nas cidades de Milagres e Fortaleza, no Ceará; a linha também se integra a um sistema que gera energia em estados no Nordeste e Sudeste.
A companhia, subsidiária da Eletrobras, destaca ainda que o desligamento da linha de transmissão em Quixadá não teria força para provocar o apagão registrado em quase todo o país.
“Ressalta-se que o desligamento da citada linha de transmissão, de forma isolada, não seria suficiente para a abrangência e repercussão sistêmica do ocorrido”, afirmou.
A Chesf ressaltou que a manutenção dessa linha está de acordo com as normas técnicas. A companhia disse ainda que as redes de transmissão do SIN são planejadas pelo critério de confiabilidade “n-1”, de modo que, em caso de desligamento de qualquer componente, o sistema deve ser capaz de permanecer operando sem interrupção do fornecimento de energia.
Info: G1