Senado aprova MP que cria programa de combate ao assédio sexual em órgãos públicos

Iniciativa prevê capacitação de profissionais e criação de canais seguros de denúncias. Texto vai à sanção presidencial.

16 de março de 2023

Foto: reprodução

O Senado aprovou nesta quarta-feira (15) a medida provisória que cria um programa de prevenção e enfrentamento ao assédio sexual na administração pública. A MP segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A iniciativa prevê:

▶️ que as instituições devem capacitar profissionais, produzir campanhas educativas e criar ações e estratégias destinadas à prevenção e ao enfrentamento ao assédio sexual e aos crimes contra a dignidade sexual;

▶️ que qualquer pessoa com conhecimento da prática desses crimes tem o “dever legal de denunciá-los e de colaborar com os procedimentos administrativos internos e externos”;

▶️ e eventuais retaliações contra as vítimas, testemunhas e auxiliares da investigação deverão ser apuradas pelos órgãos.

O texto estabelece ainda que as ações de enfrentamento devem seguir diretrizes, como:

esclarecer as condutas que caracterizam o assédio sexual e demais crimes;

fornecer materiais educativos com exemplos de condutas que podem ser caracterizadas como qualquer forma de violência sexual;

implementar boas práticas para prevenção desses crimes no âmbito da administração pública;

divulgar a legislação e as políticas públicas de proteção, acolhimento, assistência e garantia de direitos às vítimas;

divulgar aos servidores, órgãos, entidades e demais atores envolvidos os canais acessíveis para a denúncia da prática desses crimes;

estabelecer procedimentos para o encaminhamento de reclamações e denúncias desses crimes, assegurados o sigilo e o devido processo legal;

e criar programas de capacitação, na modalidade presencial ou a distância.

O acompanhamento dessas ações, bem como os materiais de capacitação, deverão ser feitos pelo Executivo.

Por se tratar de uma MP, o texto já está em vigor desde que foi editado pelo Executivo, em outubro do ano passado. No entanto, para se tornar uma legislação permanente, precisava passar pelo Congresso. A Câmara aprovou o texto com modificações no último dia 7.

Info: G1

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