Quebra de bancos nos EUA é grave, mas não deve gerar crise, diz Haddad

Início de crise bancária nos Estados Unidos gera agitação nos mercados, o que pode se refletir nas taxas de juros. Aversão ao risco tende a redirecionar dinheiro para investimentos mais seguros.

13 de março de 2023

Foto: reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (13) que não vê risco de uma crise sistêmica na economia global a partir das quebras de dois bancos nos Estados Unidos, na última semana – e que, mesmo em um cenário mais incerto, o Brasil tem “gordura” para viabilizar uma queda nos juros básicos da economia.

Uma eventual crise bancária nos EUA pode gerar tensões nos mercados, com reflexo nas taxas de juros ao redor do mundo. A incerteza e a aversão ao risco costumam redirecionar o dinheiro para investimentos considerados mais seguros (mesmo que o retorno seja menor).

Órgãos do setor financeiro nos Estados Unidos anunciaram neste domingo (12) o fechamento de dois bancos: o Signature Bank, com sede em Nova York; e o Silicon Valley Bank, que costumava financiar startups.

Questionado sobre o Silicon Valley Bank, Haddad afirmou que esse é um banco regional, com carteira “descasada” do restante do sistema financeiro.

“Aparentemente, não [vai gerar crise sistêmica]. Não vi ninguém tratar como Lehman Brothers, é grave o que aconteceu”, declarou, em live promovida pelo Valor Econômico em parceria com O Globo.

No evento, Haddad também afirmou que espera ver a reforma tributária aprovada pelo Congresso até outubro – e descartou a volta de um imposto sobre movimentações financeiras, nos moldes da antiga CPMF.

Info: G1

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