Dino diz que detidos em acampamento bolsonarista no DF devem ser ouvidos até terça e que caberá ao Judiciário decidir sobre prisões

Cerca de 1.200 pessoas foram detidas durante operação em que militares desmontaram o acampamento em frente ao QG do Exército. Ministro da Justiça também afirmou que terroristas que depredaram o patrimônio deverão pagar indenização.

9 de janeiro de 2023

Foto: reprodução

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta segunda-feira (9) que as 1.200 pessoas detidas no acampamento bolsonarista em frente ao QG do Exército, em Brasília, serão todas ouvidas pela Polícia Federal até a terça-feira (10).

Dino afirmou ainda que, após as oitivas, caberá ao Poder Judiciário decidir sobre eventuais prisões.

Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a polícia e o Exército desmontaram o acampamento em frente ao QG no início da manhã. Desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu a eleição, apoiadores ocuparam o local e vêm reivindicando pleitos golpistas.

As pessoas que estavam no acampamento foram levadas em ônibus para a academia da Polícia Federal.

“É claro que eles estão sendo ouvidos e as providência de polícia judiciária serão tomadas, inclusive com a posterior comunicação ao Poder Judiciário”, informou o ministro.

“Caberá ao Judiciário dizer o que vai acontecer com eles. Alguns serão submetidos à audiência de custódia, outros podem eventualmente receber o benefício da liberdade provisória. Então, não podemos dizer o que vai acontecer com cada um. Haverá encaminhamento ao Poder Judiciário, creio que hoje ou amanhã”, completou Dino.

Info: G1

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