Chefes dos Poderes dizem estar unidos contra golpismo e prometem providências

Eles retornaram ao local para demonstrar que as instituições não foram abaladas.  

9 de janeiro de 2023

Divulgação

Os líderes dos Três Poderes emitiram nota conjunta em defesa da democracia após reunião na manhã desta segunda-feira (9/1) em que discutiram os atos radicais que culminaram no vandalismo de prédios do Executivo, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF). Eles retornaram ao local para demonstrar que as instituições não foram abaladas.

“Estamos unidos para que providências institucionais sejam tomadas, nos termos das leis brasileiras”, afirmam no texto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP); o presidente do Senado em exercício, Veneziano Vital do Rêgo (MDB); e a presidente do STF, Rosa Weber.

Eles afirmam rejeitar os “atos terroristas, de vandalismo, criminosos e golpistas” que eclodiram em Brasília por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e favoráveis a uma intervenção militar. Também pediram para a sociedade manter a serenidade em defesa da paz e da democracia.

No domingo (8/1), o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia determinado uma intervenção no Distrito Federal, na área da segurança pública, com o objetivo de conter “graves comprometimento da ordem pública”. Segundo o decreto, a intervenção perdurará até o dia 31 de janeiro. O decreto nomeia Ricardo Garcia Cappelli como interventor. Ele é secretário-executivo do Ministério da Justiça.

Já o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pelo prazo de 90 dias. Na mesma decisão, Moraes também ordena a desocupação e dissolução total, em 24 horas, dos acampamentos nas imediações de quartéis, além da prisão em flagrante de seus participantes pelos crimes de atos terroristas (inclusive preparatórios), associação criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, ameaça, perseguição e incitação ao crime.

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