O gigantic jet (GJs, na forma abreviada), ou os jato gigante, é um feixe de luz que sai do topo de nuvens convectivas, do tipo cumulonimbus

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O mês de abril de 2020 vem sendo marcado por condições de tempo instáveis sobre a Região Nordeste do Brasil. Muitas nuvens carregadas se formaram sobre o interior e pelo litoral de toda a Região. Além de temporais com chuva volumosa, estas nuvens também permitiram a observação de um raro fenômeno elétrico atmosférico: o gigantic jet.
O gigantic jet (GJs, na forma abreviada), ou os jato gigante, é um feixe de luz que sai do topo de nuvens convectivas, do tipo cumulonimbus. A aparência é de raios de cima para baixo, saindo do topo das nuvens.
O gigantic jet, ou jato gigante, é um fenômeno elétrico da alta atmosfera, um tipo raro de Evento Luminoso Transitório (TLE, na sigla em inglês). Ele se inicia como um jato azul partindo de cima de uma nuvem de tempestade (a aproximadamente 20 km de altitude) depois se torna avermelhado. O jato gigante alcança o limite superior da mesosfera (em torno de 95 km de altitude) e sua duração é de alguns milissegundos.
O fenômeno foi observado e registrado no Nordeste do Brasil na noite de 17 de abril de 2020, pouco depois das 21 horas, ocorreu a partir de nuvens que passavam na região entre os municípios de Caicó e São João do Sabugi,no Rio Grande do Norte. Porém, quem registrou o fenômeno estava em João Pessoa, capital da Paraíba, a cerca de 250 km de onde o fenômeno ocorreu.
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