Aliados de Lula pressionam por dobradinha entre Tebet e Marina no Meio Ambiente

Tebet tem boa relação com Marina e quer evitar qualquer entrevero.

23 de dezembro de 2022

Reprodução


O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
anunciou nesta quinta-feira (22) 16 novos ministrosque vão compor seu governo a partir do ano que vem. Chamou a atenção, mais uma vez, a ausência da senadora Simone Tebet (MDB).

Terceira colocada na eleição presidencial, Tebet transformou-se em um importante cabo eleitoral de Lula no segundo turno, sendo presença constante nas ações e até propagandas do petista em meio à disputa com Jair Bolsonaro (PL).

A senadora era considerada nome certo para assumir uma das pastas no novo governo petista, mas a relação com Lula esfriou após a eleição e, até agora, ela segue sem um ministério.

O Ministério do Desenvolvimento Social seria o mais almejado, mas, por administrar o Bolsa Família, é considerado estratégico pelo PT, que queria entregá-lo a um filiado.

Nesta quinta, Lula confirmou as expectativas e anunciou o ex-governador do Piauí Wellington Dias (PT) como chefe da pasta.

Pressão por parceria

Segundo informações de aliados, o PT estaria disposto a indicar Tebet para o Ministério do Meio Ambiente, mas a senadora não vê com bons olhos a possibilidade de “atropelar” Marina Silva (Rede-SP).

A deputada eleita é considerada favorita para a pasta, por ter um histórico de atuação na área, após também ser cabo eleitoral de Lula no segundo turno da última eleição.

Tebet tem boa relação com Marina e quer evitar qualquer entrevero. Por isso, aliados de Lula estariam pressionando para que ambas aceitem uma parceria na pasta, segundo informações da coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo.

A sugestão é de que Marina assuma a autoridade climática, a ser criada com status de ministério e como secretaria vinculada à presidência, e Tebet chefie o Ministério do Meio Ambiente.

As duas ainda resistem à ideia, mas lideranças do PT têm pressionado nas últimas semanas. Isso porque Lula estaria insatisfeito com a possibilidade de escalar Marina no ministério.

A deputada enfrenta resistência dentro do próprio PT e no empresariado da área, enquanto Tebet tem capacidade de diálogo maior com empresários e com o setor ambiental.

Após a recusa inicial, a senadora já estaria disposta a reavaliar sua posição, mas sinalizou que só aceitará conversar sobre a possibilidade de Marina estiver satisfeita com o posto indicado.

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