De acordo com o documento, o pedido partiu do próprio Faria. Ele ainda não se manifestou sobre a exoneração.

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Com menos de 15 dias antes de finalizar o mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) exonerou, nesta quarta-feira (21) o ministro das Comunicações, Fábio Faria.
A decisão foi publicada na edição desta quarta do Diário Oficial da União. De acordo com o documento, o pedido partiu do próprio Faria. Ele ainda não se manifestou sobre a exoneração.
Ainda não foi nomeado um substituto para o cargo de Faria.
Fábio Faria estava no comando do Ministério das Comunicações desde junho de 2020, após Bolsonaro decidir recriar a pasta, que até então era vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. No período em que esteve à frente do ministério, Fábio liderou a implantação da tecnologia 5G no Brasil.
Em fevereiro de 2022, Faria decidiu não levar adiante a candidatura ao Senado e permaneceu no cargo. Apesar da decisão, trocou de partido em março e oficializou filiação ao Progressistas (PP) – era filiado ao PSD desde 2011.
Fábio é deputado federal, mas esteve fora do exercício para chefiar o Ministério das Comunicações.
O deputado, em outubro deste ano, já a poucos dias do segundo turno, convocou uma coletiva de imprensa às pressas para denunciar o que chamou na época de “fato grave”, sob a alegação de um suposto privilégio ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na veiculação de inserções de rádios no segundo turno.
No entanto, pouco tempo depois o então ministro das comunicações recuou e admitiu, ao Estadão, que se arrependeu de ter divulgado o caso das rádios quando o tema passou a ser usado como estratégia pela família do presidente Jair Bolsonaro para tentar adiar a votação do segundo turno. Ele também relatou que foi gasto cerca de R$ 1,5 milhão com a produção de dossiê para tentar embasar a denúncia.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, na ocasião, classificou a denúncia como inconsistente, disse que o relatório apresentado à Corte era “apócrifo” e pediu provas. Moraes também pediu investigação para averiguar possível “cometimento de crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno do pleito em sua última semana”.