O gestor diz que a situação é preocupante, principalmente em Salvador e Região Metropolitana (RMS).

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O uso de máscaras voltará a ser obrigatório em alguns ambientes na Bahia. A medida foi anunciada pelo governador Rui Costa, nesta segunda-feira (28), durante um evento.
“Há um número crescente de demanda por leitos de UTI e leitos clínicos. A maior demanda etá concentrada na RMS, principalmente na capital. No interior, os números são baixos. Mas pelo histórico de contaminação, esse foi processo da covid, os números crescem nas maiores cidades e depois vai se espalhando nas cidades do interior”, observou.
O uso de máscaras voltará a ser obrigatório em transportes públicos, como trens, metrô, ônibus, lanchas e ferry boat, e seus respectivos locais de acesso, como estações de embarque. Os baianos ainda terão que usar a máscara em salões de beleza e centros de estética; em bares, restaurantes, lanchonetes e demais estabelecimentos similares; em templos para atos religiosos litúrgicos; em escolas e universidades; em ambientes fechados, tais como teatros, cinemas, museus, parques de exposições e espaços congêneres.
O decreto não vai restringir a realização de eventos de diversas modalidades, mas quem for aproveitar terá que usar a máscara e comprovar que se vacinou nos locais em que haja controle de acesso e venda de ingressos.
O número de leitos no Hospital Espanhol, referência no tratamento da doença, vai ser ampliado até o final da semana. “Autorizei aumentar o número de leitos de UTI e clínico no Espanhol, e deveremos chegar ao número máximo possível ainda esta semana. A demanda está crescente e rápida. Vamos avaliar a tomada de medidas a partir dos números [de casos]”, explicou.
Para Rui, a situação é ainda mais preocupante devido a circulação de diferentes variantes do coronavírus. “No relatório da sexta-feira mostra que nesse processo de contaminação do Brasil e da Bahia há várias variantes contaminando ao mesmo tempo”, pontuou. O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) identificou nas amostras do estado a nova cepa BQ.1. A variante representou 32% de 128 amostras analisadas.