Nesta sexta-feira (22), o sol apareceu entre nuvens e ajudou a escoar parte da água no bairro de São Cristóvão, um dos mais afetados na capital.

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Moradores de diversos bairros de Salvador contabilizam os prejuízos causados pelas fortes chuvas que caíram na cidade, nos últimos seis dias. Nesta sexta-feira (22), o sol apareceu entre nuvens e ajudou a escoar parte da água no bairro de São Cristóvão, um dos mais afetados.
Na região do Parque São Cristóvão, moradores chegaram a usar geladeiras e um caiaque para se locomover pelas ruas inundadas. Com o escoamento parcial, os comerciantes voltaram a seus estabelecimentos para checar os estragos.
Um dos comerciantes é o Anderson, que abriu uma pizzaria há seis meses. Por causa da altura do nível da chuva, ele precisou desligar equipamentos eletrônicos, como um freezer que armazenava materiais usados para fazer as pizzas.
“Foi muita água. Ontem [quinta, 21] eu fiquei ajudando todo mundo, fazendo o que podia. Perdi todo o material que a gente faz a pizza. Nada pode ser aproveitado, nada. Eu estimo que foi uma média de mil reais, de prejuízo de material, que eu vou ter que colocar de novo. A gente não sabe como, mas vai ter que se virar para colocar, porque foi tudo perdido”, contou ele.
“Eu tive que desligar o freezer, porque a gente não pode deixar nada na tomada. Desliguei o freezer e ficou mais de 24 horas. Desligando, eu perdi tudo”.
A pizzaria é a fonte de renda da família de Anderson, composta por ele, a esposa e o filho do casal.
“É a partir dela que eu pago o aluguel e as contas de água, energia, celular, o geral da família. Quando eu abri as portas hoje [sexta, 22], não acreditei no que eu vi. Eu quase baixei as portas de novo e fui embora, deixando tudo aí. Mas pedi forças a Deus e estou aqui, guerreando. A chuva, quando vem a água, destrói tudo. Estava tudo destruído”.
“Eu estou sofrendo com meu negócio pela primeira vez, mas em casa é a mesma coisa sempre. E tive muito sofrimento, a água alagou minha casa, a casa da minha sogra, dos colegas com comércio aqui ao lado. Ficou todo mundo dentro da água”.
Abril supera volume de chuvas em Salvador
De acordo com a Defesa Civil de Salvador (Codesal), o mês de abril teve um volume 29% maior que média histórica já registrada na cidade. Em um período de 96 horas de chuvas intensas, o órgão recebeu 1.409 solicitações de vistorias.
Os maiores acumulados de chuvas em 24h, atualizados às 10h30, foram registrados no Monte Serrat (41 mm), São Tomé de Paripe (21,1mm), Ondina (15 mm), Federação (14,4 mm) e Base Naval de Arartu (14 mm). Nesta sexta-feira, 120 solicitações relacionadas à chuva foram feitas à Codesal, até as 13h.
Desabamento de imóvel: 6
Deslizamento de terra: 15
Galho de árvore caído: 1
Ameaça de desabamento: 30
Ameaça de desabamento de muro: 4
Ameaça de deslizamento: 25
Árvore ameaçando cair: 7
Infiltração: 3
Avaliação da área: 2
Avaliação de imóvel alagado: 25
Orientação técnica: 2
Info: G1