Nesta terça (12) foi assinada a convenção que garante os direitos dos trabalhadores do transporte coletivo em Teresina, condição imposta por eles para o fim da greve.

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Depois de 23 dias, chegou ao fim a greve de motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina após a assinatura da convenção coletiva nesta terça-feira (12). O documento garante os direitos dos trabalhadores do transporte.
Na tarde da segunda (11), os trabalhadores decidiram aceitar a proposta feita pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), mas afirmaram que a greve só chegaria ao fim após a assinatura da convenção.
Durante o turno da manhã, os trabalhadores informaram que a greve seria mantida, uma vez que a categoria não aceitou a proposta de retirada de 20% dos cobradores da frota de ônibus e nem o reajuste salarial apresentado. A redução do número de cobradores foi retirada das negociações.
Com o novo acordo, o salário do motorista de ônibus ficou fixado em R$ 2.000,00, enquanto o de cobrador ficou R$ 1.231,00 e fiscal R$ 1.325,00. Os trabalhadores também receberão os auxílio-alimentação de R$ 170 e auxílio-saúde de R$ 60, benefícios que não estavam sendo pagos desde 2020.
“O salário é fixo a partir de agora. Não vai mais haver mais aquela irregularidade das empresas de quererem pagar por dia ou por hora. O que garante tudo isso é a convenção. Ela regulamenta a nossa carga horária, quando a gente trabalha no feriado é pago, questão de banco de horas e tem outras cláusulas. Eles queriam a retirada do cobrador, mas a gente conseguiu, essa cláusula não entrou”, afirmou o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso.
Info: G1