Proposta do governo estadual de aumento de 20% no salário foi rejeitada pela categoria. Central de Plantões da Capital estava sem atender pessoas na manhã desta terça-feira (15).

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Os policiais civis de Pernambuco decretaram greve após rejeitarem proposta do governo estadual de 20% de aumento salarial. Nesta terça-feira (15), parte do atendimento em delegacias localizadas no Recife foi afetado devido à mobilização.
Entre as reivindicações da categoria, além de um aumento salarial maior, estão também a valorização funcional do policial em início de carreira e a melhoria nas condições de trabalho nas delegacias e institutos de todo o estado.
Durante a manhã, uma equipe da TV Globo esteve na Central de Plantões da Capital (Ceplanc), no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife, e encontrou uma faixa na entrada com a mensagem “Estamos em greve por melhores condições de trabalho para atendê-los”.
Embora houvesse pessoas trabalhando na Ceplanc, quem chegava ao local era informado de que os policiais estavam em greve e não poderia ser registrado boletim de ocorrência. Já no Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, o funcionamento ocorria dentro da normalidade.
Na Delegacia de Santo Amaro, na região central da capital pernambucana, havia um cartaz na frente informando sobre o movimento grevista. Os policiais foram cumprir o expediente, mas afirmaram para a equipe da TV Globo que não estava realizando atendimento devido à greve da categoria.
Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), a paralisação afeta registro de boletins de ocorrência, flagrantes, diligências, intimações, ouvidas e outras atividades. Em estado de greve desde 29 de dezembro de 2021, a categoria realizou protestos com caminhadas e cruzes fincadas em praia para lembrar as vítimas da violência.
O g1 questionou à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) qual o impacto da paralisação no atendimento à população, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Info: G1