Ceará tem queda no número de novos casos de Covid, mas mortes e internações continuam em alta

G1 reuniu dados dos últimos 14 dias, quando o governo do estado informou que havia estabilidade com tendência de queda nos indicadores da doença.

11 de fevereiro de 2022

Foto: reprodução

Os indicadores de novos casos de Covid-19 no Ceará, além de atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e solicitações de leitos, vêm caindo desde o fim de janeiro, após o governo estadual anunciar que os dados estavam estáveis, mas com tendência de queda. Por outro lado, o número de mortes e de internações em UTIs, ou seja, os casos mais graves da doença, continuam subindo.

O g1 reuniu uma série de indicadores da Covid-19 que indicam queda ou incremento na circulação do vírus no Ceará. Os números comparam as três últimas quartas-feiras (9 e 2 de fevereiro, e 26 de janeiro). Foram condensados dados do IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do estado (Sesa) e do Consórcio dos Veículos de Imprensa.

A média móvel de casos de Covid-19, conforme dados reunidos pelo Consórcio dos Veículos de Imprensa, indica queda de 66% em uma semana, quando comparadas as médias dos sete dias anteriores aos dias 2 e 9 de fevereiro deste ano. Apesar disso, o estado continua registrando mais de 3 mil casos diários.

Em janeiro, o Ceará ultrapassou a marca de 1 milhão de casos confirmados da doença, no auge das infecções pela variante ômicron, que é a variante do vírus mais contagiosa já identificada e provoca casos graves e mortes principalmente em não vacinados. Ao todo, o estado já soma 1.195.043 confirmações da virose.

A média móvel de óbitos provocados pelo vírus no Ceará subiu 12% em uma semana, indo de 41 falecimentos, em 2 de fevereiro, para 46, no dia 9. Contudo, há uma redução na velocidade de crescimento desse indicador, uma vez que na semana anterior, entre 26 de janeiro e 2 de fevereiro, o crescimento foi de 105%.

Os casos graves, que podem evoluir para óbitos, ocorreram principalmente com pessoas não vacinadas, conforme o governo do estado, especialmente em pessoas que tinham algum fator de risco, como a idade acima de 60 anos ou comorbidades.

Um estudo da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), no interior de São Paulo, constatou que a vacinação contra a Covid-19 reduziu o risco de internação e mortes pela doença mesmo em pacientes que tinham várias comorbidades, como problemas de coração e diabetes.

Segundo a análise dos pesquisadores, entre os vacinados, apenas a idade acima de 60 anos e a doença renal permaneceram como fatores de risco.

Já problemas de saúde como os de coração, fígado, neurológicos, diabetes ou comprometimento imunológico foram relacionados a um risco maior de internação pela Covid apenas para os não vacinados.

Info: G1

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