‘Motivo real’ de impeachment de Dilma foi falta de apoio, não pedaladas, afirma Barroso

De acordo com informações da Folha, Barroso declarou não “haver dúvida razoável de que ela não foi afastada por crimes de responsabilidade ou corrupção"

3 de fevereiro de 2022

Reprodução

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso afirmou, em um artigo publicado na edição de estreia da revista do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), que o impeachment de Dilma Rousseff (PT) não se deu em razão de pedaladas fiscais. Para ele, o verdadeiro motivo foi a falta de apoio político.

De acordo com informações da Folha, Barroso declarou não “haver dúvida razoável de que ela [Dilma] não foi afastada por crimes de responsabilidade ou corrupção, mas, sim, foi afastada por perda de sustentação política. Até porque afastá-la por corrupção depois do que se seguiu seria uma ironia da história”.

Em seguida, o magistrado comparou o quadro político da época do Governo Dilma com o que se deu durante o mandato de Michel Temer (MDB), apontando tratamento desigual, ainda que escândalos de corrupção tenham ocorrido no período em que o vice esteve no poder.

“A justificativa formal foram as denominadas ‘pedaladas fiscais’ — violação de normas orçamentárias—, embora o motivo real tenha sido a perda de sustentação política”, escreveu o ministro.

“O vice-presidente Michel Temer assumiu o cargo até a conclusão do mandato, tendo procurado implementar uma agenda liberal, cujo êxito foi abalado por sucessivas acusações de corrupção. Em duas oportunidades, a Câmara dos Deputados impediu a instauração de ações penais contra o presidente”, disse Barroso.

Info: Folha

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