Diretor-presidente da agência reguladoradora, Barra Torres, afirmou à GloboNews que aguarda posição da pasta.

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira de manhã que a pasta vai enviar ainda nesta semana uma posição à Agência de Vigilância Sanitária (Anivsa) sobre a política pública para aplicação do autoteste de Covid-19. A declaração do ministro veio após cobrança do diretor-presidente da Anvisa, Barra Torres, de que a aprovação pela agência depende de documentos que irão nortear as orientações de exames que poderão ser realizados pelos próprios pacientes.
Queiroga afirmou que a ampliação da capacidade de testagem na rede privada pode ajudar neste momento de alta na taxa de transmissão da Covid-19 no Brasil.
— O autoteste é uma iniciativa que pode se somar ao esforço do Ministério da Saúde — disse Queiroga.
O ministro defendeu que os exames sejam feitos pelos pacientes com orientação das revendedoras e sincronizados com o Ministério da Saúde, que precisa computar os dados para estabelecer políticas públicas.
Indagado se quem trouxe o teste de Covid-19 do exterior poderia usar, o ministro disse que sim.
— Se trouxe o teste, pode testar — confirmou Queiroga.
A Anvisa entende que a atual resolução, que proíbe a testagem, precisa ser revista. Em entrevista ao programa “Em Foco”, na GloboNews, Barra Torres disse que o autoteste é uma tendência mundial e a Anvisa não vai perder tempo, mas aguarda o posicionamento do ministério.
— Não é simplesmente liberar um autoteste para ser feito em farmácia pelo próprio cliente, pelo próprio cidadão. Ele vem dentro de uma política pública de saúde. Porque é necessário uma previsão de uma série de fatores. Esse resultado precisa ser compilado, caso contrário a gente faz o teste e quem fica sabendo é só quem testou e o sistema de compilação nacional, então isso precisa existir.
De acordo com o presidente da Anvisa, a agência já está trabalhando com antecedência para que, logo que chegarem os documentos do ministério, não haja atraso para um posicionamento da agência.
— Tão logo esses documentos do ministério cheguem para nós, traçando esse ordenamento de como essa política vai ser implementada, parte que nos cabe, que é uma parte de análise do teste, verificação, já vai estar muito adiantada.
— Penso que pelo menos por nós aqui não vai ter uma perda de tempo. É uma tendência mundial, há uma série de críticas, mas de fato é uma tendência que está sendo no mundo todo. No que tange à Anvisa nós não vamos atrasar tão logo recebamos esses documentos do ministério.
Info: O GLOBO