Paulo Câmara diz que Pernambuco também não vai exigir prescrição médica para vacinar crianças

Além do Pernambuco, o Ceará, através do governador Camilo Santana, afirmou que também não vai exigir prescrição médica para vacinar crianças.

24 de dezembro de 2021

Reprodução

Pernambuco não vai exigir prescrição médica para vacinar crianças entre 5 e 11 anos contra a Covid-19, ao contrário do que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que vai recomendar. A informação foi divulgada em pronunciamento do  governador Paulo Câmara (PSB).

No dia 16 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. A Anvisa é o órgão de estado responsável pela palavra final em relação à liberação de vacinas.

A vacina é segura, foi aprovada pela Anvisa e vai proteger nossos pequenos. É simplesmente inacreditável que, um ano depois, o Governo Federal tente pela segunda vez desacreditar a vacinação. Para eles, mais de 600 mil vidas perdidas ainda não foi suficiente“, afirmou Paulo Câmara.

Segundo o governador, a expetativa é de que as doses para a nova faixa etária cheguem em janeiro de 2022.

Além do Pernambuco, o Ceará, através do governador Camilo Santana, afirmou que também não vai exigir prescrição médica para vacinar crianças.

O ministro da Saúde quer que essa faixa etária seja imunizada mediante prescrição médica e termo de consentimento. A medida é criticada por técnicos. Além de não adotar medidas para iniciar a aplicação da vacina em crianças, o governo federal anunciou a realização de uma consulta pública para ouvir a sociedade a respeito da imunização desse público.

Nesta sexta-feira (24), o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Eduardo de Oliveira Lula, divulgou uma carta em que afirma que os estados não vão exigir pedido médico.

“Assim que a Pfizer entregar as vacinas indicadas para uso pediátrico, o que está previsto para o mês que vem, Pernambuco vai iniciar a imunização de crianças entre 5 e 11 anos. Não será necessária a apresentação de prescrição médica”, afirmou Paulo Câmara.

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