Especialistas alertam para retorno para segunda dose e busca ativa destes faltosos, além da continuação das medidas de proteção individuais como o uso de máscara.

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O Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade Federal do Piauí (UFPI), que acompanha os números da Covid-19 no estado, contabilizou um aumento de 37,5% de mortes pela doença no mês de outubro, em relação a setembro. O alerta maior é de que a maioria das mortes estão entre idosos acima de 80 anos.
No mês de setembro foram registradas 64 mortes e em outubro 88 óbitos pela doença. De acordo com o coordenador do Núcleo, o professor Emídio Matos, doutor em Biomedicina, foram 24 mortes a mais registradas, 17 delas foram idosos com mais de 80 anos.
“Esses idosos já têm o sistema imune comprometido pelo processo natural de envelhecimento e precisa de um ajuste com a família para que de fato possa se conduzir eles, para que sejam convidados a serem vacinados e a estratégia de saúde da família para que possam receber a segunda dose e a dose de reforço”, destacou o professor.
Emídio Matos disse que os estudos avaliaram também que a maioria da população que deixa de se vacinar estão nas áreas periféricas.
“A gente precisa considerar que paralelo à crise sanitária, nós vivemos uma profunda crise social. As pessoas estão passando fome. Então a gente precisa fazer uma busca ativa por braços para a vacina. Quando a gente analisa, por exemplo, Teresina, percebemos que as zonas mais periféricas, mais distantes do centro, têm uma menor taxa de retorno para a segunda dose. Os gestores precisam ouvir a população, as equipes de estratégia da saúde da família, para que de fato essa população possam ter as condições de acesso e serem imunizadas”, sugeriu o especialista.
Cuidado redobrado
O secretário da Saúde do Estado, Florentino Neto, pediu que as pessoas continuem se cuidando, apesar da flexibilização das medidas sanitárias.
“Mesmo nós estando, neste momento, com as medidas de restrições abrandadas, nós temos que facultativamente, nós como cidadãos, termos um cuidado ainda excessivo. A Covid-19 está entre nós, nós temos perdas de vidas todos os dias, um ou outro dia a gente comemora, se alegra com zero óbitos, mas a realidade dos óbitos é diária”, alertou o gestor.
Florentino ressaltou que a equipe continua vigilante e avaliando as condições epidemiológicas dos municípios e regiões para aumentar ou reduzir leitos para a doença.
Info: G1