Imunizante é aplicado em regime de dose única. Dose 'extra' poderá ser aplicada após dois meses da primeira aplicação para adultos nos EUA.

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Um comitê consultivo independente da agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) recomendou nesta sexta-feira (15) uma dose de reforço para a vacina da Janssen contra a Covid-19.
O imunizante, desenvolvido pela braço de vacinas da farmacêutica Johnson & Johnson, é aplicado em regime de dose única.
A recomendação é que a “dose extra” seja aplicada com um mínimo de dois meses após a primeira.
Mais cedo, representantes da farmacêutica defenderam a vacinação a partir dos seis meses da primeira dose, segundo acompanhamento da resposta imunológica de pacientes (leia mais adiante).
A recomendação do comitê independente não é definitiva, e nem obrigatória, mas a agência reguladora normalmente a segue à risca.
Se a FDA aprovar o reforço da Janssen, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) fará recomendações específicas sobre quem poderá recebê-la.
Reforço no Brasil
No fim de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que a farmacêutica informasse sobre a necessidade de dose de reforço ou de revacinação do seu imunizantes contra a Covid-19.
O objetivo, segundo a Anvisa, era de antecipar informações que permitam avaliar o cenário em torno da necessidade ou não de doses adicionais das vacinas em uso no Brasil.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é que vai testar a aplicação da dose de reforço da Janssen para prevenção da Covid-19 no país.
A instituição participou dos testes da vacina com dose única e contou com 470 voluntários. Agora, os participantes tomarão a nova dose e serão monitorados até o fim de 2022.
O imunizante da Janssen é o único em uso no Brasil que é administrado em apenas uma dose. Ele tem autorização para uso emergencial, aprovado em março.
‘Reforço aumenta proteção’
Em setembro, a farmacêutica divulgou resultados de um estudo interno em que, segundo eles, a segunda dose da Janssen aumentou a eficácia para 94% contra as formas moderadas e graves da doença.
Os dados ainda não foram revisados por pares, mas serão submetidos para publicação nos próximos meses.
Segundo a empresa, o reforço administrado dois meses após a primeira dose aumentou os níveis de anticorpos de quatro a seis vezes.
Quando administrado seis meses após a primeira dose, os níveis de anticorpos aumentaram doze vezes, sugerindo uma grande melhora na proteção com o intervalo mais longo entre as doses.
Info: G1