Bolsa Família: desigualdade de cadastros entre Nordeste e Sul impressionam

Os impactos atingem principalmente as famílias que moram no Nordeste do país. Em janeiro, as concessões do benefício foram apenas de 0,23% para as famílias pobres nordestinas.

6 de março de 2020

Foto: reprodução

Com uma fila grande, os dados são reflexo do registros das famílias no Cadastro Único. No Sul o número foi muito maior em comparação a região nordeste, representando a inclusão de 9,49% das famílias cadastradas no mês de janeiro e totalizando 29.308 novos inscritos.

Enquanto para a região Nordeste apenas 3.035 famílias foram liberadas, o que representa quase dez vezes menos. Além da disparidade regional, o número de famílias no Cadastro Único sem o Bolsa Família chegou a 3,5 milhões em dezembro de 2019.

Deste número total, 65% são extremamente pobres – o que representa renda por pessoa de até R$ 89 mensais. Já o restante é classificada como pobre, no qual tem renda por pessoa entre R$ 89,01 e R$ 178 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de até 17 anos.

O Ministério da Cidadania, responsável pela pasta, não detalhou os critérios utilizados para a incluir novos inscritos das regiões no programa. Em nota enviado ao GLOBO, destacam que a inclusão de famílias “depende da emancipação, procedimentos rotineiros de averiguação e revisões cadastrais, fiscalização, desligamentos voluntários, e, claro, disponibilidade orçamentária”.

Fazendo uma análise das concessões no mês de janeiro, o governo federal tem priorizado a região Sul, logo em seguida a região Centro-Oeste somando 6,4% das famílias atendidas. Em seguida, vem o Sudeste totalizando 3,5% dos cadastrados beneficiados.

FONTE: PORTAL TERRA

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