Bolsonaro chega ao RN e provoca aglomeração; presidente não usava máscara

Agenda prevê visita a obra da barragem de Oiticica e assinatura de ordem de serviço do Ramal Apodi.

24 de junho de 2021

Foto: reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cumpre agenda no Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (24). O avião presidencial pousou no Aeroporto de Mossoró por volta das 9h10. Essa é a segunda vez que Bolsonaro visita o estado, desde que foi eleito.

O presidente desembarcou do avião sem máscara e cumprimentou apoiadores que se aglomeraram em frente ao Aeroporto. Parte deles também não usava a proteção.

Os ministros Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, e Fábio Faria, das Comunicações, que acompanham o presidente na visita, também estavam sem máscaras.

O uso de máscara para prevenção à Covid-19 é obrigatório no Rio Grande do Norte desde maio de 2020. O decreto estadual, no entanto, não estabelece multa. Já o município de Mossoró informou que também segue os decretos estaduais.

A comitiva embarcou em um helicóptero da Força Aérea e seguiu para Jucurutu, também no Oeste potiguar. No município, o presidente visitou as obras da Barragem de Oiticica, que é de responsabilidade do governo do estado e tem apoio financeiro da União.

Vacina

O presidente voltou a afirmar que não há corrupção em seu governo e afirmou que “não adianta inventar vacina”.

Um contrato do governo para a aquisição da Covaxin, vacina fabricada na Índia, entrou na mira do Ministério Público Federal e da CPI da Covid. O contrato com a Covaxin foi firmado em fevereiro deste ano e as doses deveriam ter chegado em maio. O governo chegou a reservar R$ 1,6 bilhão para a compra, mas não chegou a efetivar o pagamento.

Em entrevista dada ao jornal “O Globo” nesta quarta-feira (23), o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) relatou suspeitas em torno da negociação do Ministério da Saúde com a Covaxin. Ele vai ser ouvido pela CPI nesta sexta (25). Ex-coordenador de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Fernandes Miranda, irmão do deputado, citou “pressão atípica” para comprar o imunizante.

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni afirmou nesta quarta que a fala do deputado se trata de “denunciação caluniosa” e disse que pedirá investigação da PF contra Miranda e seu irmão. Segundo o ministro, o presidente Bolsonaro pediu à Polícia Federal investigação sobre “todas essas circunstâncias expostas”.

“Um governo que está completando dois anos e meio sem uma acusação sequer de corrupção. Não adianta inventar vacina, porque não recebemos uma dose sequer dessa que entrou na ordem do dia da imprensa ontem”, afirmou o presidente, durante visita ao Rio Grande do Norte.

Bolsonaro disse ainda que não tem que dar entrevistas e que não tem de responder “perguntas de muitos idiotas que o tempo todo só veem defeito da gente” .

Info: G1

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