Salles chama operação da PF de ‘exagerada’ e nega envolvimento em exportação ilegal de madeira

Ministro do Meio Ambiente, presidente do Ibama e outros servidores da pasta foram alvos de operação da PF, autorizada pelo STF, que apura exportação de madeira para EUA e Europa.

19 de maio de 2021

Foto: reprodução

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quarta-feira (19) que a operação da Polícia Federal da qual ele e outros servidores da pasta foram alvo e que investiga a exportação ilegal de madeira para os EUA e a Europa, foi “exagerada” e “desnecessária” e que o ministério atua com “respeito às leis.”

Salles afirmou ainda que o inquérito da PF levou a erro o relator do caso, ministro do STF Alexandre de Moraes.

O ministro e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, são alvos da operação deflagrada mais cedo nesta quarta e que foi autorizada por Moraes.

O ministro do STF também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Salles, o afastamento preventivo de Bim do comando do Ibama e o de outros nove agentes públicos que ocupavam cargos e funções de confiança nos órgãos.

Na decisão, Moraes diz que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indiciou“movimentação extremamente atípica envolvendo o escritório” do qual Ricardo Salles é sócio.

“Vou fazer aqui uma manifestação de surpresa com essa operação que eu entendo exagerada, desnecessária. Até porque todos, não só o ministro, como todos os demais que foram citados e foram incluídos nessa investigação estiveram sempre a disposição para esclarecer quaisquer questões. O Ministério do Meio Ambiente desde o início da gestão atua sempre com bom senso, respeito às leis, respeito ao devido processo legal”, disse Salles a jornalistas.

O ministro afirmou ainda que o inquérito da Polícia Federal foi instruído de maneira a “induzir o ministro relator”, Alexandre de Moraes, “a erro”. E negou que tenha havido ilegalidade.

“Entendemos que esse inquérito, o pouco que sabemos, que não tive acesso ainda, ele foi instruído de uma forma que acabou levando o ministro relator, induzindo o ministro relator a erro. Induzindo justamente a dar impressão de que houve ou que teria havido, possivelmente, uma ação concatenada de agentes do Ibama e do ministério para favorecer ou para fazer o destravamento indevido do que quer que seja”, disse Salles.

Info: G1

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