Eles estavam armados e usando balaclava.

(Foto: Reprodução)
Três policiais foram presos por cercar uma viatura para furar pneus na noite desta terça-feira (18) no Bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza, nas imediações do 18º Batalhão de Choque. Os três estavam usando balaclavas e estavam armados, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Patrulhas do Batalhão de Choque foram deslocadas por volta de 15 horas para o Batalhão, no bairro, para impedir a ação de manifestantes – boa parte deles, mulheres de agentes – insatisfeitos com a proposta de reajuste para a categoria.
As associações de policiais e bombeiros militares estão proibidas pela Justiça do Ceará desde esta segunda-feira (10) de adotarem qualquer tipo de mobilização que trate de discussão de “melhorias salariais, estrutura de trabalho e conquistas para a carreira militar” e também ações que tratem da “deflagração de greve e/ou qualquer manifestação coletiva de forças armadas com posturas grevistas”. A decisão atende a pedido do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), que entrou com ação judicial nesta segunda, alegando que as associações estão fazendo papel de representantes sindicais, desrespeitando as proibições constitucionais de sindicalização e greve de militares.
Nesta segunda-feira (17), a Justiça do Ceará manteve decisão que permite que agentes de segurança sejam presos por promoverem greves e manifestações no Estado.
Protestos
No último dia 6 de fevereiro, policiais militares, bombeiros e parentes dos servidores se reuniram no entorno da Assembleia Legislativa do Ceará, protestando contra a proposta de reajuste apresentada pelo Governo do Estado.
Após a manifestação, representantes da categoria e do Estado realizaram reuniões para fechar um acordo. No dia 13, governo e associações anunciaram que a proposta de reajuste para policiais e bombeiros militares havia sido aprovada em reunião com. Mas, após o anúncio do acordo, representantes da categoria voltaram a público para dizer que os policiais não aceitaram a proposta. Mesmo após o acordo, servidores militares marcaram reunião por meio das redes sociais para decidir os próximos passos do movimento.
FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE