O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, também foi chamado e deve prestar depoimento.

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Os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich serão os primeiros a serem ouvidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, já na próxima terça-feira (4). Os senadores votaram os requerimentos para convocação dos três ex-ministros da Saúde do governo de Jair Bolsonaro – Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello – e do atual ministro, Marcelo Queiroga.
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, também foi chamado e deve prestar depoimento na condição de testemunha na próxima quinta-feira.
Na reunião desta quinta-feira (29), foram aprovados 308 requerimentos. A comissão deixou para avaliar o plano apresentado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) em outra ocasião. O relator da CPI afirmou que deve apresentar o plano de trabalho ainda hoje.
Principais pedidos de informação aprovados:
-Inteiro teor dos processos administrativos de contratações de mais tratativas relacionadas à aquisição de vacinas e insumos no âmbito do Ministério da Saúde;
-Toda a regulamentação feita pelo governo no âmbito da lei de enfrentamento à emergência de saúde pública, especialmente sobre temas como isolamento, quarentena e proteção de coletividade;
-Registros de ação e documentos do governo relacionados a medicamentos sem eficácia comprovada, inclusive indicados pelo Tratecov, aplicativo feito pelo Ministério da Saúde;
-Todos os documentos e atos normativos requerentes a estratégia de campanhas de comunicação do governo e do Ministério da Saúde, além dos gastos associados;
-Documentos e informações sobre o planejamento e critérios de definição dos recursos para o combate à Covid e sua distribuição entre os entes subnacionais;
-Todos os contratos, convênios e demais ajustes da união que resultaram em transferência de recursos para estados e capitais, inicialmente;
-Encaminhamento pela Secretaria de Saúde do Amazonas dos pedidos de auxílio e de envio de suprimentos, em especial oxigênio, além das respostas do governo federal.
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