Sobre a possibilidade de os estados também serem investigados pela CPI, o governador do Maranhão é categórico. “Quem não deve, não teme, Quem deve, teme".

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Nenhum governante do planeta agiu tão mal, diante da pandemia do novo coronavírus, nem pode ficar impune em razão de um desempenho tão desastrado e intencional. A avaliação sobre o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), é do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).
Em entrevista ao programa Bom para Todos, da TVT, Dino falou sobre os vários crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro, a quem classificou como “serial killer”. “Ele pega os tipos penais da Lei 1.079 e percorre ‘com maestria’”, afirmou. E defende a necessidade de interromper o mandato “desatinado” do presidente da República, para parar o “ciclo de danos” promovidos por ele contra o Brasil.
“Não há dúvida que essa é uma necessidade tanto sob a ótica jurídica quanto sob a perspectiva política”, avalia o governador. “Jurídica uma vez que estão configurados crimes de responsabilidade do artigo 85 da Constituição e da Lei 1.079/50. E politicamente porque estamos vendo os efeitos terríveis, danosos, danos irreparáveis, traduzidos nessa lesão máxima no mundo do direito que é a perda do direito à vida. O perecimento de centenas de milhares de brasileiros e brasileiras, por uma doença muito grave, mas muito mal coordenada, muito mal enfrentada no nível nacional, fazendo com que tenhamos chegado a essa escalada muito triste, muito sofrida.”
Sobre as perseguições de Bolsonaro aos governadores do Nordeste, Flávio Dino fez ironia. “Ser perseguido pelo Bolsonaro é uma honraria para mim. É um selo de qualidade. Vou colocar até no meu currículo Lattes.”
Sobre a possibilidade de os estados também serem investigados pela CPI, o governador do Maranhão é categórico. “Quem não deve, não teme, Quem deve, teme. Não vejo nenhum problema. Se quiser olhar os recursos federais aqui no Maranhão, vou mostrar tudo em relação ao governo do estado. O que não aceitamos é que recursos que não foram repassados para o estado sejam colocados na nossa conta por politicagem do presidente da República”, avisa.