Sexta-feira da Paixão tem movimento considerado positivo por comerciantes nas feiras e mercados públicos do Recife

No entanto, foi foi registrado o descumprimento das regras sanitárias. Algumas pessoas não estavam fazendo o uso obrigatório da máscara e não houve distanciamento social em vários estabelecimentos.

2 de abril de 2021

Foto: reprodução

Com a flexibilização da quarentena para os setores de comércio e serviços, após o período de 14 dias de medidas restritivas mais rígidas, a movimentação nas feiras e mercados públicos nesta sexta-feira (2), tem sido considerada positiva pelos comerciantes, ainda que a circulação esteja mais baixa comparada a anos anteriores. Os espaços já podiam funcionar, mas com a liberação de outros setores, o movimento acabou sendo maior.

De acordo com o novo Plano de Convivência estabelecido pelo Governo do Estado, os setores de comércio e serviço funcionarão nos dias úteis, das 10h às 20h, e nos finais de semana e feriados das 9h às 17h, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Também foi registrado o descumprimento das regras sanitárias. Algumas pessoas não estavam fazendo o uso obrigatório da máscara e não houve distanciamento social em vários estabelecimentos. 

“O movimento está devagar, aos poucos deve melhorar. Melhor assim do que nada, seria muito pior se estivesse tudo fechado”, afirmou a comerciante Ângela Maria da Silva, 50 anos, que trabalha na feira de Casa Amarela, na zona Norte do Recife. “Esse período foi muito difícil para todos, eu tenho um idoso em casa para cuidar que depende muito da gente ter um trocado para comprar uma alimentação boa para ele. Acredito que a quarentena funcionou para a saúde, mas para os comerciantes foi horrível. Se Deus quiser vamos conseguir fazer boas vendas agora e bola pra frente”, declarou Ângela.

Antes mesmo das 7h da manhã, já havia pessoas circulando entre os boxes na procura do peixe para o feriado. Mesmo com algumas queixas com relação ao valor dos pescados, os vendedores afirmaram que a procura superou as expectativas. Houve muita procura pelos peixes corvina e albacora, que têm um preço intermediário (R$ 16 o quilo). Em Olinda, na orla, o movimento também surpreendeu os vendedores e os valores agradaram mais os clientes – era possível encontrar o quilo do peixe por R$ 17.

Info: JC NE

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