Ao todo, 40 membros estão cumprindo quarentena no CT com regime de treinamentos diários.

Foto: Ronaldo Oliveira / Floresta
O Floresta Esporte Clube, time de futebol do Ceará e que recentemente disputou a final do Campeonato Brasileiro da Série D, atravessa um momento de consolidação no cenário nacional. O clube do bairro Vila Manoel Sátiro inovou na pré-temporada e realizou um movimento pioneiro em 2021: criou uma bolha contra Covid-19 para elenco, comissão técnica e staff.
A ação teve início no dia 10 de março, na reapresentação após período de férias. Ao todo, 40 membros estão cumprindo quarentena no CT com regime de treinamentos diários. O grupo, com 25 atletas, não recebe visitas ou apresenta contato com pessoas fora das áreas isoladas.
Todos atravessaram uma testagem para o diagnóstico do novo coronavírus e são acompanhados por integrantes fixos dos departamentos fisiológico e médico – também isolados. A medida visa preservar a saúde do grupo e reduzir custos com exames periódicos.
“Não temos a condição dos grandes clubes, então é mais barato manter todo mundo confinado com os devidos cuidados porque, além do controle das atividades, temos o da pandemia. Se colocar na ponta do lápis todos os testes periódicos e pensar no confinamento, que o clube já tem estrutura, diminuímos o custo e temos segurança”, explicou Fred Gomes, executivo de futebol do Floresta.
O confinamento está previsto em orçamento e teve uma primeira experiência, mais curta, em 2020. Para manutenção do CT, staff e da folha salarial, o Floresta investe R$ 400 mil por mês. A previsão é ampliar os custos durante a disputa da Série C, aumentando a cota para R$ 600 mil mensais.
A bolha de proteção do Floresta é executada nas dependências do próprio CT. Fundado em 9 de novembro de 1954, o clube dispõe de uma estrutura de 60 mil m² com: cinco campos; academia; setores de fisioterapia, fisiologia e nutrição; recovery com piscina e oito banheiras; dois refeitórios; sala de lazer; departamento médico; dois hotéis; além de salas para diretoria e comissão técnica.
Os dois alojamentos oferecem 25 quartos, cada um para três hóspedes – totalizando 75. Os confinados são responsáveis pela higienização dos cômodos sem auxílio de demais funcionários.
“São quartos triplos e só entram os moradores. Eles têm obrigação de fazer a higiene e arrumar os quartos, todo mundo com máscara. Dentro do CT tem a estrutura de higienização. Todo dia é feita a checagem da temperatura e da saturação do oxigênio. Eles avisaram aos familiares e estão apenas com a gente (do futebol), com rígido protocolo”, detalhou Fred Gomes.
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Fotos: Ronaldo Oliveira / Floresta
INFO: DIÁRIO DO NORDESTE