Cinco meses depois, fragmentos de óleo ainda são encontrados em praias de Pernambuco

Segundo estado, restos de substância estão grudados em rochas e recifes. Desde agosto, foram atingidos 48 localidades e oito rios, em 13 cidades.

30 de janeiro de 2020

(Foto: Reprodução)

Cinco meses após a primeira aparição do óleo que atingiu mais de mil praias no Nordeste e Sudeste, fragmentos da substância ainda são encontrados no litoral de Pernambuco. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado, há restos do produto em localidades em rochas e recifes, no Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul, e no Janga, em Paulista, no Litoral Norte.

Em Pernambuco, manchas de óleo foram localizadas em 48 localidades e em oito rios. Ao todo, 13 municípios registraram danos. Foram coletados, desde agosto de 2019, 1.650 toneladas de resíduos.

Segundo a secretaria, os fragmentos de óleo persistem grudados em rochas e em recifes de arenitos. Na sexta-feira (24), foi realizada uma vistoria na praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, uma das cidades mais afetadas pela substância. No local, ainda havia óleo, em pequena quantidade.

“Na praia de Itapuama, a gente fez uma verificação nas pedras. Lá foi retirado o grosso, na areia não tem mais material, mas há uma parte incrustada nas pedras. No Janga, há presença visual pequena de óleo por lá, também nas pedras”, disse o secretário estadual de Meio Ambiente, José Bertotti.

De acordo com o secretário, é necessário realizar um trabalho de remoção minucioso, feito por uma equipe técnica especializada. Essa ação, disse ele, precisa ser contratada em consonância ao que diz o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo.

O plano é de responsabilidade do poluidor ou do governo federal, quando não há a identificação do autor do crime ambiental, que é o caso. O secretário informou que será solicitado à União a conclusão do trabalho de remoção de “significativa quantidade de resíduos encontrados nas pedras, que podem contaminar a praia e a fauna marinha”.

COMPARTILHE:


COMENTE: