(Foto: Reprodução) O Recife começou o ano com o título da melhor cidade para se fazer negócios do Nordeste. O posto é resultado da pesquisa Melhores Cidades para Fazer Negócios, da consultoria Urban Systems, em parceria com a revista Exame. O estudo aponta o Índice de Qualidade Mercadológica (IQM) de 100 cidades brasileiras com população
(Foto: Reprodução)
O Recife começou o ano com o título da melhor cidade para se fazer negócios do Nordeste. O posto é resultado da pesquisa Melhores Cidades para Fazer Negócios, da consultoria Urban Systems, em parceria com a revista Exame. O estudo aponta o Índice de Qualidade Mercadológica (IQM) de 100 cidades brasileiras com população acima de 100 mil habitantes, analisando quatro eixos principais: o desenvolvimento econômico (maturidade e crescimento da cidade), capital humano (qualificação profissional e formação de mão de obra), desenvolvimento social (reflexo social do desenvolvimento da cidade) e infraestrutura (o básico para o desenvolvimento de negócios).
“Há dez anos, as empresas faziam uma guerra fiscal, buscando incentivos para se instalar. Hoje isso não é
mais suficiente. As cidades do Nordeste não estão tão bem no ranking como poderiam estar, principalmente pelos atrasos em infraestrutura”, afirma William Rigon, sócio da Urban Systems e coordenador do estudo. Em 2019, o Recife ficou em 27º lugar no IQM, mais distante das primeiras colocadas do que em 2018, quando ocupou o 21º lugar do ranking. Porém, no ano passado, a capital de Pernambuco avançou em capital humano, saindo do 19º lugar em 2018, para o 15º em 2019, e em e infraestrutura, passando do 13º para o 8º lugar nacional.
A evolução neste indicador está diretamente ligada à disponibilidade de banda larga de alta velocidade, um insumo fundamental para a cidade que nasceu do Porto do Recife e, no seu entorno, mantém, há cerca de 20 anos, o Porto Digital. “Em termos de negócios, hoje,
a conectividade é mais importante do que aeroportos. Usamos as telecomunicações em tudo e ela abre espaço para serviços”, observa Rigon.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, Guila Calheiros, os resultados das pesquisas que elevam o potencial do Recife no mundo dos negócios, ajudam a divulgar o perfil tecnológico da capital em todo o país e a atrair investidores. Mas também mapeiam os investimentos necessários para melhorar os atrativos para a cidade. Foi assim quando, há dois anos, o seu antecessor e atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, iniciou as negociações para implantação de um cabo submarino que, até o final de 2021, trará uma velocidade de transmissão de 12 Tbps (terabits por segundo) para o Recife. “Cada vez mais a economia vai estar baseada no digital e ter uma infraestrutura de banda larga com velocidade constante, é fundamental”, comenta Calheiros.
Info: Diário de Pernambuco