7,7% da população de Alagoas fez ao menos um teste para Covid-19 até julho, diz IBGE

Dados são da PNAD COVID19. Entre os exames para detecção do novo coronavírus, os testes rápidos são a maioria no estado, mas têm menor taxa de resultados positivos.

21 de agosto de 2020

Foto: reprodução

Alagoas foi a sexta unidade da federação com o maior percentual de testes para Covid-19 realizados desde o início da pandemia até o mês de julho, totalizando 7,7% da população.

A informação é da PNAD COVID19 mensal, divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estado fica atrás do Distrito Federal (16,7%), Amapá (11%), Piauí (10,5%), Roraima (9,5%) e Goiás (7,9%).

Em números absolutos, 257 mil pessoas foram testadas no estado. Desse total, 82 mil (32%) tiveram resultado positivo para a Covid-19.

Foram considerados os três tipos de testes: com material coletado na boca ou nariz com bastonete com ponta de algodão (swab); o teste rápido com sangue coletado por um furo no dedo ou o exame com sangue retirado da veia do braço.

Em Alagoas, os testes rápidos foram aplicados em maior quantidade. Das 151 mil pessoas submetidas a esse tipo de testagem, apenas 27,4% tiveram resultados positivos.

Já o teste do swab foi aplicado em 75 mil pessoas, com uma taxa de 34,1% de resultado positivo. A taxa de positivos em relação às 89 mil pessoas que fizeram o exame de sangue através da veia do braço foi de 38,7%.

Cai pela metade o nº de pessoas com sintomas combinados

O número de pessoas com sintomas combinados associados à Covid-19 caiu pela metade no mês de julho em Alagoas, foram 54 mil pessoas. Esse número era de 98 mil em junho, e duas vezes maior em maio, 108 mil.

O levantamento considera sintomas como perda de cheiro ou sabor; febre, tosse e dificuldade de respirar; e febre, tosse e dor no peito.

Além disso, a PNAD COVID19 mostra que também caiu o número de pessoas que apresentaram os sintomas conjugados e buscaram atendimento em estabelecimento de saúde, foram 27 mil. No mês de junho, 43 mil pessoas procuraram atendimento médico.

Comorbidade foi relatada por 18,4% da população

No mês de julho, 615 mil pessoas (18,4% do total da população) relataram ao IBGE ter alguma comorbidade que pode agravar o quadro clínico de um paciente com a covid-19.

Segundo a PNAD COVID19, hipertensão (11,8%) foi a comorbidade mais frequente, seguida por diabetes (4,9%), asma ou bronquite ou efisema (3,1%), depressão (2,2%), doenças do coração (2,1%) e câncer (0,6%).

Máscara de proteção e itens de higiene

A pesquisa também mostra que, em julho, quase todos os domicílios alagoanos tinham itens básicos de higiene e proteção contra a Covid-19, como sabão ou detergente para higienizar as mãos (99,3%), máscara (98,8%) e água sanitária ou desinfetante (97%) para limpeza da casa.

O álcool 70%, indicado para uso contra o vírus, estava presente em 93,4% dos domicílios em Alagoas. Já as luvas descartáveis em somente 35,3% dos lares. Esses dois itens eram menos comuns nas casas de menor renda e nas regiões Norte e Nordeste.

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